quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Os Quatro Pilares da Oração de João Calvino



Introdução:
Segundo João Calvino, a disciplina era a chave para uma oração fervorosa e eficaz. Calvino escreveu: "Se não fixarmos certas horas do dia para oração, ela escapará facilmente de nossa memória".
De acordo com Calvino, quatro regras devem ser respeitadas em uma oração para que ela seja eficaz:



  • Senso Sincero de Reverência
Quando oramos, devemos estar “dispostos de coração e mente, como convém àqueles que entram em conversa com Deus”. Isso significa que nossas orações devem brotar do “fundo de nosso coração”.
João Calvino recomendava a disciplina na mente e no coração, afirmando: “As únicas pessoas que se preparam devida e apropriadamente para orar são aquelas que são movidas de tal maneira pela majestade que, livres dos cuidados e afeições terrenos, se aproximam da oração”.


  •  Senso Sincero de Necessidade e Arrependimento.

Temos de “orar com um senso sincero de carência e arrependimento”, mantendo “a disposição de um pedinte”. Calvino não estava dizendo que devemos orar em favor de cada capricho que surge em nosso coração, e sim que devemos orar penitentemente, de acordo com a vontade de Deus, tendo em foco sua glória e anelando resposta, “com afeição sincera, e, ao mesmo tempo, desejando obtê-la de Deus”.


  • Senso Sincero de Humildade e Confiança em Deus.

A verdadeira oração exige que “abandonemos toda confiança em nós mesmos e supliquemos humildemente o perdão”, confiando somente na misericórdia de Deus para recebermos bênçãos espirituais e temporais, lembrando sempre que a menor gota de fé é mais poderosa do que a incredulidade. Qualquer outra maneira de nos aproximarmos de Deus promoverá o orgulho, que será letal. “Se reivindicarmos algo para nós mesmos, por mínimo que seja”, estaremos em perigo de destruir a nós mesmos na presença de Deus.


  • Senso Sincero de Esperança Confiante.

A confiança de que nossas orações serão respondidas não surge de nós mesmos, mas do Espírito Santo agindo em nós. Na vida dos crentes, a fé e a esperança vencem o temor, para que sejamos capazes de pedir “com fé, em nada duvidando” (Tg 1.6). Isso significa que a verdadeira oração é confiante na resposta, por causa de Cristo e do pacto, “pois o sangue de nosso Senhor Jesus Cristo sela o pacto que Deus estabeleceu conosco”. Assim, os crentes se aproximam de Deus com ousadia e entusiasmo porque essa “confiança é necessária à verdadeira invocação… que se torna a chave que nos abre a porta do reino dos céus”.



Este trecho é uma adaptação da contribuição de Joel Beeke no livro João Calvino: Amor à Devoção, Doutrina e Glória de Deus.

Adaptação da Fonte:  http://bereianos.blogspot.com.br/2012/11/as-quatro-regras-de-oracao-de-joao.html

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